E entre nós há uma distância
Tão cheia de protocolos,
Tão cheia de saudades
E palavras ditas, esquecidas e não ditas
Entre nós
Há o cheiro das distâncias
Que de súbito nos assalta
Unindo-nos
Mesmo sem querer
Nos perdemos
Silenciamos
E até os nossos olhares
São para outras distâncias
(Conceição Gomes)
Quem sou eu
- Konceyção
- Santa Cruz do Capibaribe/ Caruaru, NE/PE, Brazil
- Posso ser séria, brincalhona, distraída, chata, abusada, legal,ótima, travosa (como diz um grande amigo) isso depende de você, de mim, do dia ou da situação. Quer mesmo saber quem sou eu? Precisa de mais proximidade. Gosto de ler e escrever, embora nem sempre tenha tempo suficiente para tais práticas. Gosto de tanta coisa e de tantas pessoas que não caberiam aqui se a elas fosse me referir uma por uma. Acho a vida um belo espetáculo sem ensaios onde passeamos dia a dia a procura da felicidade. Para falar mais de mim profissionalmente: Sou professora. Graduada em Letras-FAFICA. Atualmente estudo sobre Leitura Literária no Ensino Fundamental. Atuo no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
SEGUIDORES
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
SENTIDO - CONCEIÇÃO GOMES
Jogo no centro
As ideias
As dúvidas
E as mini-certezas
Uso o tabuleiro
E no jogo em que tudo se confunde
Tudo se une e parece sem sentido.
Quanto sentido há no caos,
No óbvio
Mesmo inacessível
(Conceição Gomes)
As ideias
As dúvidas
E as mini-certezas
Uso o tabuleiro
E no jogo em que tudo se confunde
Tudo se une e parece sem sentido.
Quanto sentido há no caos,
No óbvio
Mesmo inacessível
(Conceição Gomes)
CORES - CONCEIÇÃO GOMES
Diante da tela em branco,
Da folha em branco,
Da parede em branco
E da janela com as cores do horizonte
Diante de mim,
De ti,
De todos
E de ninguém
Pelo movimento,
Pela pausa
No vento...
A revolução
O argumento
Conceição Gomes.
Da folha em branco,
Da parede em branco
E da janela com as cores do horizonte
Diante de mim,
De ti,
De todos
E de ninguém
Pelo movimento,
Pela pausa
No vento...
A revolução
O argumento
Conceição Gomes.
domingo, 11 de novembro de 2012
INTERROGAÇÕES - Conceição Gomes
INTERROGAÇÕES
O que nos une é uma interrogação,
O que poderia e não foi dito,
O que é dito e não faz sentido.
Tudo entre você e eu
É oposto, distante...
O que nos separa é sempre uma interrogação,
...
O que nos une é uma interrogação,
O que poderia e não foi dito,
O que é dito e não faz sentido.
Tudo entre você e eu
É oposto, distante...
O que nos separa é sempre uma interrogação,
...
Um nó na garganta,
A procura do dito nas entrelinhas
E um mergulho no vão da opacidade.
Excesso de interrogações,
Exclamações e reticências.
A procura do dito nas entrelinhas
E um mergulho no vão da opacidade.
Excesso de interrogações,
Exclamações e reticências.
(Conceição Gomes)
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Adriana Calcanhotto virou boneca e põe Partimpim para cantar em Tlês
Repertório reúne inéditas da gaúcha e clássicos de Caymmi, Chico, Gonzaguinha e Jorge Ben Jor, entre outros
Portal Uai - Associados
Publicação: 21/10/2012 19:30 Atualização: 21/10/2012 20:41
Enquanto Adriana Calcanhotto segue com a vitoriosa turnê do CD O micróbio do samba, registrada no surpreendente DVD Micróbio vivo, Adriana Partimpim está de volta ao disco com Tlês.
Provavelmente o mais denso da série – ainda que o segundo CD inclua O
trenzinho do caipira, de Villa-Lobos –, o novo trabalho infantojuvenil
da cantora gaúcha prima novamente pela qualidade.
Apenas para ter ideia do repertório, vale ressaltar que ele traz duas pérolas de Dorival Caymmi: Tia Nastácia, da trilha do seriado Sítio do Pica-Pau Amarelo, e Acalanto, com direito a vocalise poderoso de Alice Caymmi, neta do mestre. A filha de Danilo Caymmi, coincidentemente, estreia promissora carreira solo fonográfica.
O repertório não é o único detalhe primoroso do terceiro disco de Partimpim. A banda é destaque à parte: praticamente coautora do projeto, lançado por Adriana Partimpim em 2004, a formação reúne Davi Moraes, Domenico Lancellotti, Alberto Continentino, Berna Ceppas, Moreno Veloso e Pedro Moraes. Agora recebeu o reforço de Rodrigo Amarante (Los Hermanos).
Dá para imaginar a festa em que se transformou o estúdio durante as gravações. Dos instrumentos tradicionais – guitarra, baixo, violão e piano – aos mais contemporâneos, o que inevitavelmente inclui sintetizadores, o disco, com seus arranjos criativos, é um prazer para ouvintes de todas as idades.
Entre as boas canções, destacam-se as de ninar. Há inéditas (Salada russa, de Partimpim com letra de Paula Toller; Por que os peixes falam francês?, de Alberto Continentino e Domenico Lancellotti; e Também vocês, de João Callado e Partimpim) e regravações (Taj Mahal, de Jorge Ben Jor; Lindo lago do amor, de Gonzaguinha; O pato, de Jayme Silva e Nelson Teixeira; Criança crionça, de Cid e Haroldo Campos; Passaredo, de Francis Hime e Chico Buarque; e De onde vem o baião, de Gilberto Gil, entre outras).
A ideia inicial de Partimpim – heterônimo de Adriana Calcanhotto – era gravar um disco de músicas de ninar, com destaque para Acalanto, de Caymmi. “Acontece que fiquei muito acordada, muito animada para brincar, e aí fui gostando daquelas canções que já existiam”, explica Partimpim, bem ao modo das crianças, a quem o trabalho é destinado.
Posteriormente, ela percebeu que a maioria do repertório falava de bichos (menos De onde vem o baião, de Gilberto Gil). Amadurecida, Adriana Partimpim – que agora se tornou boneca, em bela criação de Clara Zuñiga – não tem planos de fazer shows com Tlês. Com certeza, vai deixar a garotada temporariamente triste. Mas a garantia de qualidade musical permanece.
Portal Uai - Associados
Publicação: 21/10/2012 19:30 Atualização: 21/10/2012 20:41
| Cantora Adriana Calcanhotto volta a ser Adriana Partimpim, pela terceira vez. Foto: Catarina Henriques/Divulgação |
Apenas para ter ideia do repertório, vale ressaltar que ele traz duas pérolas de Dorival Caymmi: Tia Nastácia, da trilha do seriado Sítio do Pica-Pau Amarelo, e Acalanto, com direito a vocalise poderoso de Alice Caymmi, neta do mestre. A filha de Danilo Caymmi, coincidentemente, estreia promissora carreira solo fonográfica.
O repertório não é o único detalhe primoroso do terceiro disco de Partimpim. A banda é destaque à parte: praticamente coautora do projeto, lançado por Adriana Partimpim em 2004, a formação reúne Davi Moraes, Domenico Lancellotti, Alberto Continentino, Berna Ceppas, Moreno Veloso e Pedro Moraes. Agora recebeu o reforço de Rodrigo Amarante (Los Hermanos).
Dá para imaginar a festa em que se transformou o estúdio durante as gravações. Dos instrumentos tradicionais – guitarra, baixo, violão e piano – aos mais contemporâneos, o que inevitavelmente inclui sintetizadores, o disco, com seus arranjos criativos, é um prazer para ouvintes de todas as idades.
Entre as boas canções, destacam-se as de ninar. Há inéditas (Salada russa, de Partimpim com letra de Paula Toller; Por que os peixes falam francês?, de Alberto Continentino e Domenico Lancellotti; e Também vocês, de João Callado e Partimpim) e regravações (Taj Mahal, de Jorge Ben Jor; Lindo lago do amor, de Gonzaguinha; O pato, de Jayme Silva e Nelson Teixeira; Criança crionça, de Cid e Haroldo Campos; Passaredo, de Francis Hime e Chico Buarque; e De onde vem o baião, de Gilberto Gil, entre outras).
A ideia inicial de Partimpim – heterônimo de Adriana Calcanhotto – era gravar um disco de músicas de ninar, com destaque para Acalanto, de Caymmi. “Acontece que fiquei muito acordada, muito animada para brincar, e aí fui gostando daquelas canções que já existiam”, explica Partimpim, bem ao modo das crianças, a quem o trabalho é destinado.
Posteriormente, ela percebeu que a maioria do repertório falava de bichos (menos De onde vem o baião, de Gilberto Gil). Amadurecida, Adriana Partimpim – que agora se tornou boneca, em bela criação de Clara Zuñiga – não tem planos de fazer shows com Tlês. Com certeza, vai deixar a garotada temporariamente triste. Mas a garantia de qualidade musical permanece.
Bairro do Recife ganha megaexposição permanente de artesanato
Centro de Artesanato de Pernambuco passa a funcionar diariamente, ao lado do Marco Zero, com obras de 500 artistas
Tatiana Meira
Publicação: 25/09/2012 19:55 Atualização: 26/09/2012 15:23
O Centro de Artesanato de Pernambuco finalmente abriu as portas ocupando todo o Armazém 11, ao lado da Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, com números impressionantes.
Foram investidos R$ 6,5 milhões no espaço, que conta em sua área construída de 2 mil e 511 metros quadrados com 16 mil peças de 500 artesãos de Pernambuco. Os produtos comercializados na loja vão desde pequenos suvenires até peças de maior valor agregado, por serem assinadas por mestres como Manoel Eudócio, Thiago Amorim, Ana das Carrancas ou seus familiares, que perpetuam a tradição. Eles trazem etiqueta com nome, e-mail e telefone de cada artesão, na tentativa de aproximá-los do consumidor final, que podem pedir novas encomendas.
A loja se espalha por mil metros quadrados, com criações em barro, madeira, palha, cestaria, tecidos, escamas, papel-machê, entre outros materiais. O projeto arquitetônico é de Carlos Augusto Lira, que pensou ambientes decorados como sala de estar, de jantar e quarto de casal, agregando a eles uma visão mais contemporânea. Na fachada externa, painéis grafitados por Galo de Souza.
Além da parte da loja, o visitante do Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape) também tem acesso às exposições itinerantes do Espaço Galeria de Arte, coordenado pela Secretaria de Cultura; auditório com 120 lugares; o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), com exibição permanente de obras premiadas desde 2007 na Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato) e dois atendentes bilíngues por turno; e o restaurante Bistrô e Boteco, com capacidade para 400 pessoas e horários de funcionamento que se estende até mais tarde.
Ação integrada entre o governo do estado e da AD-Diper, dentro do Programa de Artesanato de Pernambuco, o Cape é a segunda iniciativa do gênero no estado. A primeira existe há nove anos, em Bezerros, no Agreste, com museu e loja abrigando sete mil peças, às margens da BR-232.
Na Galeria de Arte, há obras de quatro artistas plásticos contemporâneos atuantes em Pernambuco: Marcelo Silveira, Joelson, Christina Machado e Derlon.
O coordenador da exposição, Márcio Almeida, ressalta que a ideia é propor um diálogo entre o artesanato e a arte contemporânea e quebrar barreiras entre os dois universos. Os artistas selecionados para Tradição tradução, em cartaz até 25 de novembro, guardam em comum os materiais sobre os quais se debruçam, como couro, madeira e argila.
ServiçoCentro de Artesanato de Pernambuco – Unidade Recife
Onde: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Armazém 11, Recife Antigo (ao lado do Marco Zero)
Horário de funcionamento: diariamente, das 10h às 20h
Tatiana Meira
Publicação: 25/09/2012 19:55 Atualização: 26/09/2012 15:23
| Parte de trás do prédio tem parede de vidro com vista para o mar. Foto: Nando Chiapetta/ DP. D.A.Press |
O Centro de Artesanato de Pernambuco finalmente abriu as portas ocupando todo o Armazém 11, ao lado da Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, com números impressionantes.
Foram investidos R$ 6,5 milhões no espaço, que conta em sua área construída de 2 mil e 511 metros quadrados com 16 mil peças de 500 artesãos de Pernambuco. Os produtos comercializados na loja vão desde pequenos suvenires até peças de maior valor agregado, por serem assinadas por mestres como Manoel Eudócio, Thiago Amorim, Ana das Carrancas ou seus familiares, que perpetuam a tradição. Eles trazem etiqueta com nome, e-mail e telefone de cada artesão, na tentativa de aproximá-los do consumidor final, que podem pedir novas encomendas.
| Espaço expositivo tem mais de 16 mil peças. Foto: Annaclarice Almeida/ DP/ D.A.Press |
A loja se espalha por mil metros quadrados, com criações em barro, madeira, palha, cestaria, tecidos, escamas, papel-machê, entre outros materiais. O projeto arquitetônico é de Carlos Augusto Lira, que pensou ambientes decorados como sala de estar, de jantar e quarto de casal, agregando a eles uma visão mais contemporânea. Na fachada externa, painéis grafitados por Galo de Souza.
| Local é uma grande loja pois todas as peças estão à venda. Fotos: Annaclarice Almeida/ DP/ D.A.Press |
Além da parte da loja, o visitante do Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape) também tem acesso às exposições itinerantes do Espaço Galeria de Arte, coordenado pela Secretaria de Cultura; auditório com 120 lugares; o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), com exibição permanente de obras premiadas desde 2007 na Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato) e dois atendentes bilíngues por turno; e o restaurante Bistrô e Boteco, com capacidade para 400 pessoas e horários de funcionamento que se estende até mais tarde.
| Espaço inclui restaurante que fica aberto até tarde. Foto: Nando Chiapetta/ DP/ D.A.Press |
Ação integrada entre o governo do estado e da AD-Diper, dentro do Programa de Artesanato de Pernambuco, o Cape é a segunda iniciativa do gênero no estado. A primeira existe há nove anos, em Bezerros, no Agreste, com museu e loja abrigando sete mil peças, às margens da BR-232.
Na Galeria de Arte, há obras de quatro artistas plásticos contemporâneos atuantes em Pernambuco: Marcelo Silveira, Joelson, Christina Machado e Derlon.
O coordenador da exposição, Márcio Almeida, ressalta que a ideia é propor um diálogo entre o artesanato e a arte contemporânea e quebrar barreiras entre os dois universos. Os artistas selecionados para Tradição tradução, em cartaz até 25 de novembro, guardam em comum os materiais sobre os quais se debruçam, como couro, madeira e argila.
| Espaço fica ao lado da praça do Marco Zero. Foto: Nando Chiapetta/ DP/ D.A.Press |
ServiçoCentro de Artesanato de Pernambuco – Unidade Recife
Onde: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Armazém 11, Recife Antigo (ao lado do Marco Zero)
Horário de funcionamento: diariamente, das 10h às 20h
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)



