Quem sou eu

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Posso ser séria, brincalhona, distraída, chata, abusada, legal,ótima, travosa (como diz um grande amigo) isso depende de você, de mim, do dia ou da situação. Quer mesmo saber quem sou eu? Precisa de mais proximidade. Gosto de ler e escrever, embora nem sempre tenha tempo suficiente para tais práticas. Gosto de tanta coisa e de tantas pessoas que não caberiam aqui se a elas fosse me referir uma por uma. Acho a vida um belo espetáculo sem ensaios onde passeamos dia a dia a procura da felicidade. Para falar mais de mim profissionalmente: Sou professora. Graduada em Letras-FAFICA. Atualmente estudo sobre Leitura Literária no Ensino Fundamental. Atuo no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

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sábado, 19 de maio de 2012

Contra a produção serial do saber

Contra a produção serial do saber

Escrito por Fabiana Moraes   


A imagem clássica da linha de produção fordista, aquela em que uma série de trabalhadores bate um martelo sobre uma peça que mais à frente vai ser manipulada por outra fila de pessoas fardadas, apressadas e focadas no salário do final do mês, se contrapõe, simbolicamente, à ideia do intelectual que lança mão do tempo para maturar o pensamento. porém essa oposição, bem o sabem professores e pesquisadores, não só brasileiros, mas de outros países, há muito deixou de ser realidade: a constante chamada à ordem recebida pelos departamentos das mais variadas universidades, entidades de pesquisa e afins é prova disso. Funciona como na linha de produção: pesquisador escreve texto para revista, organiza provas, orienta alunos em mestrados e doutorados, participa de congressos, é chamado para bancas, coordena curso, pesquisador – acredite – até ministra aulas. Quem não consegue dar conta dessa realidade, que absurdo!, faça o favor de se ajustar ou não receberá incentivos (verbas). É uma medida que não atinge apenas professores e departamentos, mas alunos que deixam, por exemplo, de receber bolsas para fomentar seus estudos. Simples assim – mas não tanto.

O ato do pensar faz parte, hoje, do momento no qual ser como uma impressora multifuncional é o que torna sua sobrevivência possível. O produtivismo é a bola da vez, em detrimento de uma prática em que o esmero com o que está sendo levado ao conhecimento público fica em segundo plano. Termômetro disso é o enorme uso, entre pesquisadores, de um medicamento à base de cloridrato de metilfenidato, voltado a pessoas com déficit de atenção. Ele estimula o sistema nervoso central e suprime o sono, visto como um empecilho por quem tem que orientar, escrever artigos, participar de congressos e bancas, dar aulas...

Essa realidade é discutida num artigo, escrito no final de 2011, pela professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Maria Ester de Freitas, O pesquisador hoje: entre o artesanato intelectual e a produção em série, no qual lemos críticas duríssimas a respeito do “sistema de produção intelectual fordista”. “O professor-pesquisador-publicador-orientador é cada vez mais pressionado a ser um faz-tudo. Certamente, a sobrecarga de trabalho e o uso de seu tempo pessoal de férias e de finais de semana o tornam um apagador de incêndios, indo de um prazo a vencer a outro. A leitura e a reflexão, tão fundamentais no nosso métier, praticamente não encontram mais seu lugar em nossa rotina”, afirma.

Leia a matéria na íntegra na edição 137 da Revista Continente.

FONTE:
http://www.continenteonline.com.br/index.php/component/content/article/7202.html

Um comentário:

MARIA RIBEIRO disse...

Se obsevarmos direitinho os modelos são os mesmos, só mudam as denominações e sem falar nas competições, que por incrível que pareça, muito fortes nas ditas Federais...