Quem sou eu

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Santa Cruz do Capibaribe/ Caruaru, NE/PE, Brazil
Posso ser séria, brincalhona, distraída, chata, abusada, legal,ótima, travosa (como diz um grande amigo) isso depende de você, de mim, do dia ou da situação. Quer mesmo saber quem sou eu? Precisa de mais proximidade. Gosto de ler e escrever, embora nem sempre tenha tempo suficiente para tais práticas. Gosto de tanta coisa e de tantas pessoas que não caberiam aqui se a elas fosse me referir uma por uma. Acho a vida um belo espetáculo sem ensaios onde passeamos dia a dia a procura da felicidade. Para falar mais de mim profissionalmente: Sou professora. Graduada em Letras-FAFICA. Atualmente estudo sobre Leitura Literária no Ensino Fundamental. Atuo no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

CORDA BAMBA - CONCEIÇÃO GOMES



Na corda bamba permanece

E para manter-se assim

Tem nós amarrados aos seus pés.

Diverte seu público todos os dias:

Transeuntes,

Amigos,

Parentes

E até inimigos

Que em sua maioria

Nunca notam certa tristeza

Em seus olhos.

A corda bamba é o seu terreno fixo,

Uma fixidez mórbida e medíocre.

Ao tentar desatar os nós

Que prendem seus pés,

Percebe que não há nada

Para segurá-la.

O terreno oscila entre areia movediça

E a dureza de um asfalto,

Ambos também possuem opacidade,

Reservam surpresas.

Diante da incerteza

Sua permanência na corda bamba

Continua sendo a fixidez.

Seu olhar, às vezes perdido

Em meio aos espectadores,

Vislumbra pés distantes dos nós

Que os prendem.

Pés que precisam de conforto!

Romper a corda bamba,

Desatar os nós,

Exige riscos,

Por isso limita-se a uma dimensão falsificada.

Todos os dias vejo-a

Na corda bamba,

Torço para que um dia

Seus pés cansados dos nós,

Da corda bamba,

Possam caminhar livremente,

E depois ela ofegante

Durma tranquilamente.

(Conceição Gomes – 28/04/2011)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

De Lá pra Cá homenageia o poeta Castro AlvesDOM,01/05 - 18h

Dom, 01/05 - 18h

Castro Alves

Homenagem ao poeta dos escravos

De Lá pra Cá: Castro Alves

De Lá pra Cá homenageia o poeta Castro Alves

“A praça é do povo, como o céu é do condor”, diz um dos poemas mais conhecidos de Castro Alves, considerado um dos maiores poetas românticos e também um dos mais importantes da língua portuguesa. Neste De Lá para Cá, domingo 1º, às 18h, a vida e a obra do poeta da esperança são comentadas pelo embaixador e acadêmico Alberto da Costa e Silva, o poeta Alexei Bueno, a jornalista Maria da Graça Mascarenhas e a poeta e escritora Myriam Fraga.

Castro Alves foi o autor de Espumas Flutuantes, Vozes d’África e Navio Negreiro. Ficou conhecido como o poeta dos escravos, graças a defesa intransigente do abolicionismo e por causa dos versos que dedicou à dor dos africanos cativos. As manifestações precoces de coragem, romantismo e luta marcaram a sua obra. Além de abolicionista, o escritor militou também em favor da causa republicana.

Sua poesia recebeu a influência de autores consagrados mundialmente como Byron e Victor Hugo. Foi amigo de intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Com o filosofo Tobias Barreto travou e ganhou um duelo literário, nos tempos da faculdade de Direito de Recife. Foi lido e admirado por Machado de Assis e José de Alencar. Morreu jovem, de tuberculose – o mal que acometia os poetas românticos -, aos 24 anos, em 1871.

Livre

segunda-feira, 25 de abril de 2011

TEM RAPARIGA AÍ?” José Telles


'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!' A maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas as bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto.

Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou. Para uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo.

O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shorts começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma
sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em polpa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção.

Quando o vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo) e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!',
alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

JC online, 07/05/08

UESCC REALIZA OFICINAS DE TEATRO

A União dos Estudantes de SCCapibaribe (UESCC) vem informar a toda comunidade estudantil e sociedade em geral que está em andamento um Curso de Formação Teatral, totalmente gratuito, ministrado pelo escritor e diretor teatral Eudes Sellen.
Os encontros estão acontecendo todos os sábados a partir das 16h30min (quatro e meia da tarde) na Sede da UESCC que fica localizada na Rua Antônio Pereira de Abreu, s/nº, centro, por trás da Escola Padre Zuzinha.
Os que tiverem interesse em participar das Oficinas Teatrais podem se inscrever na UESCC de segunda a sábado no horário da tarde (14:00 às 17:00 horas).
Com o objetivo de criar meios de lazer para os estudantes de nossa cidade, a UESCC está mantendo o Curso de Formação Teatral que, no futuro, tende a se transformar no Grupo de Teatro da UESCC fomentando a cultura e levando entretenimento a nossa população.
UESCC

MOBILIZAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SÓCIO-CULTURAL

Paulo Leminski : Razão de ser

Razão de ser

(Paulo Leminski)


Paulo Leminski

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

domingo, 24 de abril de 2011

FARSA - CONCEIÇÃO GOMES


FARSA


Sou uma farsante,

Uma impostora!

Caminho pela multidão

E todos são convencidos

Que estão diante de uma realidade.

Sim, sou uma farsante

E não me escondo de ninguém

Caminho tranquilamente pela multidão

Sem sequer olhar para trás

Denunciando uma possível

Desconfiança.

Não me esquivo,

Sou altiva

E não há quem me convença

Do contrário.

Se alguém me acusa

Finjo que não é comigo

E num emaranhado

Deixo as acusações

Há uma multiplicidade

Em mim:

Máscaras inconstantes

E imutáveis

Só uma coisa não finjo:

Sou uma farsante

Uma impostora.

(Conceição Gomes – 24/04/2011)

Adriana Calcanhotto


Adriana da Cunha Calcanhotto, mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora e compositora brasileira.

É filha de um baterista de uma banda de , Carlos Calcanhotto, e de uma bailarina. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo imergiu nas influências musicais () e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pela Antropofagia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.

A vida artística iniciou-se em bares, também trabalhou em peças teatrais e depois se lançou em concertos e festivais por todo o país no estilo voz e violão. O primeiro disco, Enguiço, lançado em 1990 pela gravadora CBS, foi muito elogiado e o primeiro sucesso foi Naquela estação, no repertório deste, que também trouxe músicas de sua autoria (a faixa-título e Mortaes) e regravações de clássicos da MPB (Sonífera Ilha, do grupo Titãs, Caminhoneiro de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Disseram Que Eu Voltei Americanizada, que fez sucesso na voz de Carmem Miranda, e Nunca, do conterrâneo Lupicínio Rodrigues). Nessa época, chegou a ser comparada a Elis Regina.

Naquela estação, por sua vez, integrou a trilha sonora da telenovela global Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu (1990). No ano seguinte, recebeu o Prêmio Sharp de revelação feminina. No segundo trabalho, Senhas, de 1992, o repertório estava focado nas canções de sua autoria, com destaque para Esquadros e Mentiras; esta última foi incluída na trilha da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa.

Em 1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o LP A Fábrica Do Poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de Augusto de Campos, Gertrude Stein, textos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com Waly Salomão, Arnaldo Antunes, Antônio Cícero e Jorge Salomão). No terceiro disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram Metade e Inverno. Prosseguiu com o álbum Maritmo, que simulou uma incursão pela music (Pista de dança, Parangolé Pamplona), (Vamos comer Caitano), e a regravação de Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi. O maior sucesso do disco foi Vambora, que incluída na trilha de Torre de Babel, de Sílvio de Abreu, obteve enorme repercussão.

Uma das participações foi uma perfomance na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português Mário de Sá Carneiro em 1996. Um deles, O outro acabou por entrar no álbum Público (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora bmg.

Em 2004 a cantora lança o álbum Adriana Partimpim (2004), uma seleção de canções para crianças, adotando-o como seu novo nome artístico. Em 2007 participou da cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos, ocorridos no Rio de Janeiro.

Seu trabalho Maré (2008), o segundo da trilogia que teve início com Marítimo. Um dado curioso é que a música Vidas Inteiras, que não consta no último CD, é trilha do filme Polaróides Urbanas, primeiro longa de Miguel Falabella.

No fim de 2008, lança seu primeiro livro, Saga Lusa - O relato de uma viagem, no qual conta em primeira pessoa o surto psicótico sofrido durante a turnê em Portugal do álbum, Maré.

Recentemente lançou Micróbio do Samba Apesar do título, não estamos falando de um disco de samba. Não o samba tradicional, que estamos habituados a ouvir, com o ritmo frenético das grandes escolas de samba. É um disco leve, calmo, que tem melodias e letras deliciosas que vão surpreender os fãs de Adriana Calcanhotto. Adriana apresenta um disco totalmente inédito. As 12 canções têm uma sonoridade gostosa, num “samba” que acalma e que ressalta ainda mais a voz cristalina e inconfundível da cantora. Certamente temos música brasileira da melhor qualidade. E a Adriana sabe fazer isso muito bem! Um destaque importante neste disco, para as dedicatórias especiais da Adriana a duas cantoras que também tem o micróbio da samba em seus trabalhos. A faixa “Beijo Sem” é dedicada a Marisa Monte, que a gravou juntamente com Teresa Cristina, e já esteve em algumas rádios do segmento adulto. A faixa “Vai saber?” é para Martinália, outro grande nome da música brasileira. Este novo álbum é um grande presente para os fãs. Quem acompanha os sucessos da cantora, identificará em seu novo disco o seu grande talento nas letras, na sonoridade e que certamente terá o seu destaque na mídia em geral.

Adriana Calcanhotto traz para Caruaru show “Trobar Nova”


Contagem regressiva para um show que sem dúvida ficará na memória

A próxima atração será o show da cantora e compositora Adriana Calcanhotto,
que acontecerá dia 20 de maio, no Maria José Recepções II.
A cantora porto-alegrense traz na bagagem o show da turnê internacional “Trobar Nova” com canções de grandes autores como Bob Dylan, Caetano Veloso, Vinícius de Moraes e Arnaldo Antunes, juntamente com clássicos autorais.

Sem dúvida uma das vozes mais belas da música brasileira
com maravilhosas canções.

Mais curiosidades, acesse o vídeo. É só copiar o link:

http://www.youtube.com/watch?v=70S-Wue8c1g&feature=player_embedded

CARUARU VOLTARÁ A TER CINEMA



Confirmado: cinema inaugura em Caruaru

Demorou , mas saiu. Quem achou que Caruaru não ia ter mais cinema se enganou. A equipe de marketing do North Shopping Caruaru confirmou a inauguração das salas para o dia 16 de junho, em pleno São João, numa sessão só para convidados. A partir do dia 17 do mesmo mês, já terão sessões para o público em geral.
A responsável pelo feito é a rede Centerplex. Serão 4 salas, sendo 1 3D, com capacidade para 300 pessoas cada.

Zélia Duncan e sua passagem.



Muito bom o show da cantora e compositora Zélia Duncan, ontem (23/04) em Caruaru, marcando mais uma Semana Santa com música de qualidade.
Numa mescla de músicas mais recentes (Boas Razões, Todos os Verbos, Tudo Sobre Você, etc) e sucessos bastante conhecidos (Catedral, Não vá Ainda, etc) a cantora levou a multidão a cantar junto, mostrando talento e uma interação maravilhosa com o público.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O DIÁRIO DE ANNE FRANK


Publicado originalmente em 1947, "O Diário de Anne Frank" já foi lido por milhões de pessoas em todo o mundo.

É comovente descobrir que, no contexto tenebroso do nazismo e da guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer tempo e lugar.

O leitor acompanha o desabrochar da sexualidade de Anne, surpreende-se com a relação conflituosa que a jovem tinha com a mãe e se emociona com sua admiração sem reservas pelo pai. Anne registrou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. É uma narrativa terna e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.

Está chegando a hora...


Semana Santa em Caruaru


23 Sábado

Erisson Porto

Ortinho

Zélia Duncan

Todos os Verbos Zélia Duncan (in: Pelo Sabor do Gesto)


Composição : Marcelo Jeneci | Zélia Duncan

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Prorrogado o prazo de inscrição para cursistas de Gestão em Redes Públicas





O Curso de Especialização em Política e Gestão Educacional em Redes Públicas prorrogou o prazo das inscrições para os cursistas até o dia 25/04 (válido para todos os polos).

Para se inscrever é necessário enviar a Ficha de Inscrição devidamente preenchida, Curriculum Vitae e Carta de Motivação para o correio eletrônico da Coordenação do Curso - gestaoemredes.cead@ufpe.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

Com dois anos de duração (510 horas/aula), o Política e Gestão Educacional em Redes Públicas é uma iniciativa da Universidade Aberta do Brasil (UAB/MEC) em parceria com a UFPE, por meio do Centro de Educação (Coordenação do Curso de Especialização em Politica e Gestão em Redes Públicas) e da Coordenação de Educação a Distância (CEAD), com vistas a qualificar a educação da região.

Para baixar o Edital de cursita, clique aqui.

Para baixar a Ficha de Inscrição em PDF, clique aqui.

Para baixar a Ficha de Inscrição em DOC, clique aqui.

FAFICA ORGANIZA FÓRUM SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES(AS)



O evento, este ano, traz uma discussão importante para os educadores, que é a instituição da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente.

A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru (FAFICA) está organizando a quarta edição do Fórum sobre Formação de Professores(as) do Agreste, que será realizado de 25 a 27 de maio, na Faculdade.

O evento, este ano, traz uma discussão importante para os educadores, que é a instituição da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. A Prova Nacional, que será realizada a partir de 2012, subsidiará a contratação de docentes para a educação básica das unidades da Federação e Municípios que aderirem à avaliação. A instituição pelo Ministério da Educação (MEC) da prova, em março deste ano, ainda deixa em aberto alguns pontos, como por exemplo, o que define a forma com que cada rede de ensino utilizará os resultados da avaliação. "Como instância formadora, a FAFICA se antecipa na discussão de uma questão de suma importância, não só para os graduandos, como para os egressos dos cursos de formação de professores da instituição", destaca Delma Evaneide, coordenadora pedagógica da FAFICA.

O IV Fórum sobre Formação de Professores(as) do Agreste tem como tema "Profissionalização docente: desafios para repensar a formação de professores(as)". Na abertura do evento haverá uma mesa-redonda sobre a temática central do evento e nos dias seguintes acontecerão mini-cursos e apresentação de pôsteres.

As inscrições para o evento começam no dia dois de maio e seguem até o dia 20. Os interessados devem procurar a secretaria do evento para fazer a inscrição no Fórum.

Fonte: Giovana Mesquita, assessoria de imprensa da FAFICA

domingo, 17 de abril de 2011

Vou-me Embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira


Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

sábado, 16 de abril de 2011

"FICA O DITO PELO NÃO DITO" - FERREIRA GULLAR


o poema
antes de escrito
não é em mim
mais que um aflito
silêncio
ante a página em branco


ou melhor
um rumor
branco
ou um grito
que estanco
já que
o poeta
que grita
erra
e como se sabe
bom poeta(ou cabrito)
não berra

o poema
antes de escrito
antes de ser
é a possibilidade
do que não foi dito
do que está
por dizer
e que
por não ter sido dito
não tem ser
não é
senão
possibilidade de dizer

mas
dizer o quê?
dizer
olor de fruta
cheiro de jasmim?

mas
como dizê-lo
embora o diga de algum modo
pois não calo

por isso que
embora sem dizê-lo
falo:
falo do cheiro
da fruta
do cheiro
do cabelo
do andar
do galo
no quintal

e os digo
sem dizê-los
bem ou mal

se a fruta
não cheira
no poema
nem do galo
nele
o cantar se ouve
pode o leitor
ouvir
( e ouve)
outro galo cantar
noutro quintal
que houve.

(e que
se eu não dissesse
não ouviria
já que o poeta diz
o que o leitor
– se delirasse -
diria)

mas é que
antes de dizê-lo
não se sabe
uma vez que o que é dito
não existia
e o que diz
pode ser que não diria

e
se dito já não fosse
jamais se saberia

por isso
é correto dizer
que o poeta
não revela
o oculto:
inventa
cria
o que é dito
( o poema
que por um triz
não nasceria)

mas
porque o que ele disse
não existia
antes de dizê-lo
não o sabia

então ele disse
o que disse
sem saber o que dizia?
então ele sabia sem sabê-lo?
então só soube ao dizê-lo?
ou porque se já o soubesse
não o diria?

é que só o que não se sabe é poesia

assim
o poeta inventa
o que dizer
e que só
ao dizê-lo
vai saber
o que
precisava dizer
ou poderia
pelo que o acaso dite
e a vida
provisoriamente
permite.

Ferreira Gullar, Em alguma parte alguma,p.p. 21,22,23,24,25, editora José Olympio