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Posso ser séria, brincalhona, distraída, chata, abusada, legal,ótima, travosa (como diz um grande amigo) isso depende de você, de mim, do dia ou da situação. Quer mesmo saber quem sou eu? Precisa de mais proximidade. Gosto de ler e escrever, embora nem sempre tenha tempo suficiente para tais práticas. Gosto de tanta coisa e de tantas pessoas que não caberiam aqui se a elas fosse me referir uma por uma. Acho a vida um belo espetáculo sem ensaios onde passeamos dia a dia a procura da felicidade. Para falar mais de mim profissionalmente: Sou professora. Graduada em Letras-FAFICA. Atualmente estudo sobre Leitura Literária no Ensino Fundamental. Atuo no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

CINEMA - Retração e preconceito


Escrito por Ingrid Melo   


O diretor éBruno Barreto, um dos mais consagrados do país, cujo currículo inclui produções comoDona Flor e seus dois maridos(1976) e O que é isso, companheiro? (1997). No elenco, além da brasileira Glória Pires, está a atriz australiana Miranda Otto, famosa por viver a personagem Éowyn de Rohan, na trilogia O senhor dos anéis (Peter Jackson). O roteiro, baseado no livro de sucesso Flores raras e banalíssimas (Carmem Lúcia Oliveira), conta a história de duas mulheres de personalidades fortes: Lota de Macedo Soares, urbanista carioca, e Elizabeth Bishop, poeta norte-americana ganhadora do Pulitzer.

Apesar de tantos predicados a seu favor, o longa-metragem Flores raras amarga a falta de patrocínio privado. “Não conseguimos um tostão de nenhuma empresa, fora as estatais. Por exemplo, a personagem da Lota terá um carro que aparecerá bastante. Várias montadoras foram procuradas para um product placement (espécie de promoção de vendas). Nenhuma topou”, disse Barreto à coluna de Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S.Paulo. Esse é o primeiro filme da LC Barreto que não consegue captar todos os recursos previstos, em 50 anos de existência. Para que as filmagens não parassem, foi preciso que Lucy Barreto, mãe de Bruno e responsável pela produtora, vendesse ações de um banco.

O motivo da rejeição é o fato de a história do longa girar em torno do romance entre Lota e Elizabeth, que durou 14 anos e culminou com o suicídio da urbanista, em 1967, após a separação das duas. Apesar de Bruno Barreto ressaltar que a relação será retratada de forma sutil no longa-metragem e que seu objetivo é contar como o sentimento de perda reflete de maneira distinta na vida de cada uma dessas mulheres (o título inicial do filme seria A arte de perder, homônimo de um dos poemas mais famosos de Bishop), o empresariado teme que seu nome seja associado à temática gay.

Leia a matéria na íntegra na edição 139 da Revista Continente.



2 comentários:

Heloísa Maria Lima disse...

Desta maneira nos damos conta o difícil trabalho e como se "rebola" para consegui um produto nacional.

Muito bom essa sua postagem.
Faz-me pensar que a dificuldade "bate a porta" de todos.

Heloísa Maria Lima disse...

Não seria o preconceito o tema que nos aflige? É um filme que conta uma história de duas pessoas e na qual uma se suicida.

Elizabeth Bishop, segundo wikipédia foi:"Não admitia ter pena de si mesma, mas seus poemas mal escondem todas as dificuldades como mulher, como lésbica, como órfã, como viajante sem raízes, ou asmática frequentemente hospitalizada, mulher que sofria de depressão e por vezes alcoolismo".

Maria Carlota Costallat de Macedo Soares - Lota, paisagista e urbanista. Também segundo wikipédia as "Lota e Elisabeth viveram juntas de 1951 a 1965. Em 1967, quando já separadas, Lota resolveu viajar para Nova Iorque para encontrar Bishop. No mesmo dia que que chegou, abalada no seu relacionamento com Bishop, sua companheira encontrou-a caída na cozinha com um vidro de antidepressivo nas mãos. Lota suicidara-se".

O que fazer com essa história? Transformar Lota em Carlos para ter a aceitação social ou simplesmente contar os fatos como são sem levantar bandeiras?

É de verdade uma pena ter que fecharmos os olhos para a história porque ela não agrada a todos.

A morte de judeus, as grandes guerras, a ação barbara dos cartéis de droga isso sim pode ser mostrado...

É uma vergonha!!!