Quem sou eu

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Santa Cruz do Capibaribe/ Caruaru, NE/PE, Brazil
Posso ser séria, brincalhona, distraída, chata, abusada, legal,ótima, travosa (como diz um grande amigo) isso depende de você, de mim, do dia ou da situação. Quer mesmo saber quem sou eu? Precisa de mais proximidade. Gosto de ler e escrever, embora nem sempre tenha tempo suficiente para tais práticas. Gosto de tanta coisa e de tantas pessoas que não caberiam aqui se a elas fosse me referir uma por uma. Acho a vida um belo espetáculo sem ensaios onde passeamos dia a dia a procura da felicidade. Para falar mais de mim profissionalmente: Sou professora. Graduada em Letras-FAFICA. Atualmente estudo sobre Leitura Literária no Ensino Fundamental. Atuo no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

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domingo, 16 de outubro de 2011

Somos Professores - Jéssyca Mônica de Lima


Poucos trabalhos e posições sociais podem usar o verbo "ser" de maneira tão apropriada, pois o tempo da escola invade todos os outros tempos de nossa vida. Assisti a uma entrevista esta semana onde uma atriz de teatro era questionada sobre o que ela tinha a ver com o seu personagem... Em nosso caso, como tirar a máscara de professora e de professor. Quando termina o espetáculo da docência? A máscara virou um modo de ser, e por isso essa relação de amor e ódio permeia nossa vida profissional, pois ela envereda pela nossa própria existência em momentos de euforia e cansaço.
Hoje estamos aqui para celebrar mais um dia do professor, e o que estamos celebrando mesmo?
Sabemos o que nossos governantes pensam sobre os professores, as políticas implantadas pelas Secretarias de Educação estaduais e municipais, as condições de trabalho que nos são impostas, os baixos salários pagos.
E nós o que pensamos de nós mesmos?
Uma coisa é certa, ultimamente os professores não são apenas notícias no seu dia, quase todo dia é dia do professor na mídia, nas paralisações e nos confrontos de rua, incomodando governantes, prefeitos, secretárias e revelando a falta de ética na condução do público e enfim, se afirmando como sujeitos políticos e também pedagógicos.
E nesses confrontos nós professores vamos construindo a escola possível, um pouco diferente da escola sonhada. No cotidiano nos deparamos como muitos que não acreditam no potencial da escola, pois dizem que a transformação só acontecerá com a revolução, tão utópica e distante. Portanto tenho mais dúvidas do que certezas, mas me deixo contaminar pelo momento que vivo e encontro sentido na reivenção das práticas pedagógicas e quebrando tabus mesmo sob milhares de críticas, e para acalentar as minhas inquietações perceber que outras instituições copiam nossas carteirinhas, nossa Noite de Talentos, nosso Folclore, me fazem crê que se somos incapazes de transformar o mundo, pelo menos influenciamos o nosso entorno.
Hoje tento o privilégio de estar homenageando tantos mestres de outrora, revivendo lembranças nos faz refletir nesta noite sobre o nosso próprio percurso profissional, e sobretudo, humano. Reencontrar-nos com tantos outros e outras que fizeram e fazem percursos tão idênticos, pois o magistério é uma referência onde se cruzam muitas histórias de vidas tão diversas e tão próximas. Reencontrar colegas e antigos mestres, é lembrar de projetos, greves, reuniões de transgressões pedagógicas, nas quais reinventamos o sentido para o cotidiano de nosso ofício, às vezes tão sem sentido!
Portanto faço referência a um pensamento, pois ele reflete exatamente o que sinto todos os dias da minha profissão: "Sim minha vida... houve três coisas: a impossibilidade de falar, a impossibilidade de calar e a solidão", este sentimento de impotência que quase sempre me toma nos embates do dia a dia de minha docência, mas tenho uma certeza nesta profissão tão dual: estarei sempre disposta para todos os dias de manhã acordar ir para a escola lutar para que ela seja menos injusta, menos excludente e que sempre celebre a VIDA!

Jéssyca Mônica é gestora da Escola Dr Adilson Bezerra
e educadora santacruzense

Um comentário:

MARIA RIBEIRO disse...

BELO TEXTO DA GESTORA GÉSSICA, É COM ESSE POTENCIAL MAIS HUMANO QUE CREIO CELEBRAR PEQUENAS, MAS CERTAMENTE ALGUMAS MUDANÇAS NO CENÁRIO SOCIAL DO PAÍS. PARABÉNS!